Revista Época acusada de invadir o Xingu sem permissão da Funai

Artigo de Tarciso Morais - 31 de janeiro de 2019
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A revista Época, parte do conglomerado da Rede Globo, publicou uma reportagem nesta quinta-feira (31) conectando a ministra Damares Alves com o sumiço de uma criança indígena.

A indígena Ysani Kalapaio alega que a equipe da revista “Época” entrou no Parque do Xingu — sem autorização da Funai — para conversar com membros da tribo Kamayurá, de onde a filha adotiva da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, é originária.

Em vídeo publicado no YouTube, nesta quarta-feira (30), após a capa da revista ser vazada nas redes sociais, a denunciante declarou:

“Eles queriam informações sobre Lulu Kamaiurá, filha adotiva da ministra Damares Alves. Eles constrangeram nosso povo. Mexeram em nossa intimidade. Agora para falar mal da ministra eles começaram a invadir nossas aldeias.”

E, de acordo com a legenda do vídeo compartilhado, completou:

“No dia da tragédia em Brumadinha [sic], a equipe da revista não estava lá. Estava aqui na nossa aldeia para criar conflito. Eles colocaram a integridade do nosso povo em risco. A que custo tudo isso?”

“É mentira, é claro”, rebateu a jornalista da “Época”, Natalia Portinari, em seu perfil oficial no Twitter. Portinari é co-autora do texto, ao lado do também jornalista Vinicius Sassine.

“Circula por aí um vídeo dizendo que a reportagem entrou no Xingu sem autorização e que fomos ‘expulsos’ pelos índios. É mentira, é claro. A coordenação autorizou nossa entrada, temos tudo documentado com gravações. Fomos bem recebidos. Os kamayurá quiseram falar com a gente.”

Confira abaixo o vídeo publicado pela indígena Ysani Kalapaio com a versão dela sobre o ocorrido recente:

A Reportagem

Segundo a reportagem da revista “Época”, que começou a circular na manhã desta quinta-feira (31), integrantes da tribo indígena Kamayurá acusam a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, de ter tirado uma criança de seis anos da aldeia.

De acordo com a matéria, os indígenas alegam que a garota Lulu Kamayurá foi levada por Márcia Suzuki, amiga de Damares, sob o pretexto de que a garota precisava fazer um tratamento de dente na cidade.

Em resposta à revista, a ministra diz que Lulu foi salva de infanticídio porque seria morta pela mãe e que, após o tratamento dentário, já retornou à aldeia para reencontrar e confraternizar com seus familiares, conforme noticiou a RENOVA.


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FONTE: Renova Mídia por Tarciso Morais


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