A espionagem “consensual” da Big Tech em nossos dados

Artigo de Thaís Garcia - 20 de janeiro de 2021
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A Big Tech se tornou a maior espiã do mundo. Muitos de nós usamos o telefone celular até mesmo para acordar. Esses são os primeiros dados que as gigantes da tecnologia têm sobre nós: o momento em que podem começar a vampirizar os dados. A partir daí, tudo se torna uma ‘hemorragia’ de informações.

Os chamados ‘GAFAM’ ou ‘Big Tech’ (Google, Amazon, Facebook, Apple e Microsoft) absorvem todos os dados que podem vir a ser uma receita.

Vários aplicativos que instalamos no Android ou iOS não funcionam se não permitirmos o acesso ao microfone ou a câmera do dispositivo.

Enquanto tomamos o café da manhã e verificamos as notícias, uma mina de ouro sai de nossos telefones. O Google mostra publicidade relacionada ao que clicamos. Se formos pelo nosso perfil no Facebook, mais receita serão geradas para a Big Tech. Há usuários, inclusive, que recebem dicas de acessório para a cabeça quando carregam selfies, ou de clínicas onde podem implantar cabelos, no caso da tecnologia dos dispositivos identificarem a calvície nas fotos.

Não só isso. O Instagram sabe quanto podemos gastar. Cada vez que uma foto pessoal é carregada, é possível determinar o valor da roupa. Também o preço médio do restaurante em que o prato de comida é fotografado. Essas informações são a chave para desvendar o poder de compra.

Essa espionagem ‘consensual’ não para nem mesmo quando trabalhamos. Quando inicializamos o computador, abrimos uma janela para que o Windows e, portanto, a Microsoft, saiba mais sobre nós. Cortana, a sua assistente virtual, pode ouvir a nossa voz, nossas conversas com um colega de trabalho, com um fornecedor ou outra empresa. Não se esqueça que Alexa, Google Home e Siri são sistemas capazes de reconhecer exatamente o que falamos, de ponto a ponto e em tempo real.

As gigantes de tecnologia também possuem tecnologia para monitorar a maneira como pressionamos o teclado. Isso determina quem exatamente está do outro lado – no caso de computadores usados ​​por várias pessoas -, nosso estado de estresse ou fadiga e uma série de outros dados além do conteúdo literal escrito na digitação. Se você trabalha em sistemas Apple, não Windows, sofrerá mais ou menos o mesmo.

Todas as tecnologias permitem que você ‘selecione’ os dados que deseja compartilhar ou o hardware que você pode controlar, mas é uma tarefa tediosa para o usuário. Além disso, muitas funções que fazem sentido para computadores e celulares não funcionariam dependendo destas seleções. É como ter um carro com o volante travado.

A isso deve ser adicionado que, em geral, muitos não veem perigo em compartilhar seus dados. No entanto, não se deve esquecer que, por procuração, as grandes empresas de tecnologia podem até saber a frequência de seu ronco ou a quantidade – e intensidade – das relações sexuais que tem em função do nível de respiração ofegante.

Se você estiver preocupado, desligue o telefone antes de colocá-lo na mesa de cabeceira. Embora isso também não garanta nada. Mesmo desligado, ele ainda pode transmitir dados.

Informações baseadas e extraídas do artigo publicado pela Vozpópuli, sob o título original de “Tecnologia norte-americana, a espiã que vive da hemorragia consensual de seus dados“.


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FONTE: Conexão Politica por Thaís Garcia


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